Drogas Ilícitas: Porque não Legalizar

Muito se discute no Congresso Nacional a respeito da legalização das drogas tidas como ilícitas no Brasil, entretanto não se observa os senhores congressistas, para se posicionarem a favor desta legalização, apresentarem parecer cientifico, da área médica que respalde seus posicionamentos, além de não analisarem a atual situação da pseuda liberdade da Holanda; o que passamos fazer:

Tetra Hidro Cabinol (THC), vulgarmente conhecida por “Maconha”; segundo a comunidade científica, é uma droga que atua diretamente no sistema nervoso central, alucinógena, que tem como efeito a modificação da atividade cerebral do usuário, fazendo com que ele tenha alucinações, delírios, diminuindo a percepção de tempo e espaço, além de poder levar o usuário a ter acessos de ira e pânico. Permanecendo o THC no sangue do usuário por aproximadamente oito dias.

Esta droga apresenta as seguintes variações; Haxixe e o Skank, estas com maior concentração de THC.

Alguns, apresentam como justificativa o uso medicinal desta droga, entretanto não se referem que para uso  medicinal, deve obedecer normas da Anvisa, ou seja tratada laboratorialmente, tenha no máximo a concentração de 30 mg de tetrahidrocannabinol por mililitro e, 30 mg de canabidiol por mililitro; significando dizer, que seus efeitos alucinógenos, são neutralizados.

Benzoilmetilecgonima ou éster do ácido benzoico, vulgarmente conhecida por “Cocaína”.

Começou a ser utilizada a mais de 5.000 anos pelos povos nativos da América do Sul; mastigavam a folha de coca para suportar o cansaço, fome e fadiga.

Os espanhóis para fins religiosos, na tentativa de converter os índios ao cristianismo.

Seus Efeitos, a curto prazo, provoca a perda de memoria, perda da capacidade de concentração, falta de ar, traumas pulmonares, dores torácicas, destruição total do septo nasal, cefaleia, sincopes, arritimias cardíacas, tromboses coronárias, AVC, necrose cerebral, insuficiência renal, cardíaca e hipertemia.

É a segunda droga, ilícita, mais consumida depois da maconha.

Ácido Lisérgico, princípio ativo da droga conhecida por LSD, sendo considerada como uma das drogas mais despersonalizantes; provocando em seus usuários pupilas delatadas, temperatura corporal elevada ou reduzida, sudorese, perda de apetite, boca seca, tremedeira, alucinações visuais, perda da noção de tempo e da identidade, redução da percepção de profundidade, tamanho, forma, movimentos, cores, sons, pensamentos aterrorizadores, pânicos etc.

Ácido Gama Hidroxibutérico (GHB) e Ácido Gama Butil-Lactana (GLB), alucinógenas, depressoras, que reduzem a velocidade das funções do corpo. Ambas se misturadas com álcool, reduzem perigosamente a capacidade de respirar, levando o usuário ao estado de inconsciência, com morte em poucas horas.

Êxtase; comprimido inventado em 1914, com fim de moderador

tendo gerado resultado esperado. Produz efeitos alucinógenos, entoctogeneo, o que torna o usuário mais comunicativo,
alterando os batimentos cardíacos, temperatura corporal, desidratação, perda de memoria, confusão mental e crises hepáticas entre outros.

Estas são as drogas ilícitas mais utilizadas nos atuas dias.

A Holanda, através de seus “Coffee Shops”, país em vanguarda com a liberação das drogas e prostituição na capital Amisterdã, hoje constata ter sido um erro legalizar o uso da maconha e a prostituição, pois a tolerância em relação a maconha, iniciada nos anos 70, criou dois paradoxos; o primeiro decorrente do fato de que os bares só podem vender até 5 gramas de maconha, mas o plantio e a importação da droga continuam proibidos, ou seja, incentivou o narcotráfico.

A Holanda, considerada um dos países mais liberais da Europa, por permitir em Amisterdã, a venda de pequenas quantidades de maconha em bares denominados “Coffee Shops” e, escolher prostitutas expostas em vitrines na tradicional região de Wallen, também conhecida como bairro da luz vermelha, hoje, repensa seu liberalismo, pois com o tempo “De Wallen” afundou em processo de degradação e criminalidade, que o governo municipal resolveu dar um basta, resolvendo revogar as licenças dos bordéis mais famosos da cidade e, os “Coffee Shops” proibidos de vender bebidas alcoólicas nem cogumelos alucinógenos, além de tramitar uma lei no Parlamento, que pretende proibir esses “Coffee Shops” de funcionarem a menos de 200 metros das escolas. Além dessas medidas, o governo municipal, ao custo de 25 milhões de euros, comprou os imóveis que abrigavam prostíbulos, os reformou, e, hoje acolhem galerias de arte, ateliês de design e lojas de artigos de luxo.

O famoso bairro de “Langstrasse”, onde as autoridades toleravam bordéis e o uso de drogas, tornou-se um território sob controle do crime organizado; a prefeitura passou coibir o uso público de drogas, impôs regras mais rígidas a prostituição e comprou prédios dos prostíbulos, transformando-os em imóveis residenciais para estudantes.

Em Copenhague na Dinamarca, as autoridades fecharam cerco ao “Christiania”, bairro ocupado por uma comunidade alternativa desde o ano de 1971, onde a comercialização de maconha era feita em feiras ao ar livre até 2003. A polícia passou a reprimir o tráfico de drogas no bairro.

Vislumbra-se assim, não só os malefícios decorrentes do uso, não só das drogas ilícitas acima mencionadas, mais de outras também e, que enquanto nas cidades, tidas como liberais a tolerância ao consumo às drogas fomentou o crime organizado e a aura da modernidade se vê perdida, no Brasil, políticos congressistas, na contramão dos fatos, mal informados, ou mesmos comprometidos, vem alardeando a necessidade da legalização das drogas ilícitas e, se não houver a consciência da população que tem o poder de votar, retirar esses mal políticos, nosso país entrara em um estado de degradação pior do que ocorreu nos países citados e, ai certamente vamos dizer: QUE PAÍS É ESTE?

Paulo Estevão Tamer
Membro da Escola Superior de Guerra
Formado em Gerenciamento de Crises e Controle de      Operações Especiais e Detecção de Ameaças, pela National Tactical Officers Association
Delegado de Policia Civil, aposentado
Consultor de Segurança